Muito além da tinta!

 

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De Matisse a Beatriz Milhazes, de Klint a Vick Muniz, Jasper Johns a… todo mundo! Colagem e Texturas são experiências expressivas tão valiosas quanto a própria tinta!

Nada mais instigantes que abordar um material cujo resultado não será óbvio. Foi pensando nisso que propusemos para Janeiro/2016, dentro da programação de férias,  a Oficina de Texturas e Colagem Criativa – com Melina Furquim!

Ao longo dos cursos de pintura o aluno experimenta as tintas acrílicas, óleo, aquarela, define e aprimora seu estilo. Nesta oficina, nosso objetivo é provocá-lo a seguir novas experiências que vão muito além da tinta: sal, areia, pigmentos, carvão, massa acrílica, tecidos, botões, papéis – os mais variados, linhas, tramas e o que mais interessar serão os personagens que darão cor e forma às suas criações.

Só para provocar o bichinho criador que existe dentro de você, veja que os mais renomados artistas já se deixaram conquistar por esses materiais, digamos, alternativos!

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“Klint e eu” de Beatriz Milhazes, onde a nossa querida dama barroca da arte contemporânea homenageia o grande mestre da colagem; Gustav Klint!

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O Beijo – Gustav Klint – seguramente uma de suas obras mais conhecidas! O barroco austríaco.

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Do barroco para as formas puras de Matisse com sua colagem de papel pintado com gouache.

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Racing Thoughts, de Jasper Johns.

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Robert Rauschemberg – retratando seu próprio tempo.

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A colagem aplicada a um editorial de moda.

A releitura de Vick Muniz sobre a obra “summer in the city” de Edward Hopper!

E, por fim, a reinterpretação da obra de K. Ruseckas “The Reaper Girl”,  por Agne Kisonaite, que ganhou o nome de “Modern Lithuanian”. Veja as etapas do trabalho:

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E aí? Gostou? Então venha experimentar conosco!

De 26 a 29/01 – das 14h às 17h – inscrições e mais informações pelo email pinheiros@abra.com.br ou pelo tel. 36240927

 

Veja só o que os nossos alunos andam aprontando por aqui!!!

Esse é o trabalho da aluna Bruna Parente Bittar do curso Desenho Básico com a professora Melina Furquim..sensacional!!!

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Rodrigo de Oliveira Rissardo cursa Desenho Artístico com o prof. Caio Majado e pelo jeito, anda prestando muita atenção nas aulas!!!

Se liga na Bienal!!!

Por Melina Furquim

Andreas-Eriksson

Olá leitores do blog, sei que vocês já viram algumas matérias sobre o tema por aqui, mas quando visitei a mostra, gostei tanto que resolvi escrever um pouco mais sobre o assunto para vocês.

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Para quem não conhece, a Bienal é uma fundação e um evento que, cujo o nome já diz, ocorre a cada 2 anos na cidade de São Paulo e promove grandes exposições de arte contemporânea, cursos e projetos educativos.

Vale a pena aprender um pouco mais sobre ela!

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Sheila-Hicks

Um Breve História

No final da década de 40 e início de 50, o Brasil, e principalmente São Paulo, vivia um período de crescimento econômico e cultural: enormes prédios com arquitetura moderna se erguem no centro da cidade; grupos da 2a geração Modernista seguem as tendências do construtivismo – concretismo e neoconcretismo – e da abstração informal; e o novo presidente, Juscelino Kubitschek, estabelece seu plano de metas para que o país se torne uma potência econômica – os 50 anos em 5.

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Surgem imersos neste caldeirão dois mecenas de grande importância: Francisco Matarazzo Sobrinho (1892 – 1977) – Ciccillo Matarazzo – e Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (1892 – 1968). O primeiro, responsável pela fundação do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo e pela 1a Bienal internacional de São Paulo; e o segundo pela criação do MASP – Museu de Arte de São Paulo.

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A 1a Bienal foi realizada em 20 de outubro de 1951 na esplanada do Trianon, local hoje ocupado pelo MASP e tinha como objetivo promover uma exposição inédita de Arte Moderna no país. Como diziam os próprios organizadores: “Devemos colocar a arte moderna do Brasil em contato vivo com o resto do mundo e paralelamente tentar conquistar para a cidade de São Paulo a posição de centro artístico mundial“.

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Hoje, a Bienal é, ao lado da alemã Documenta de Kassel e da italiana Bienal de Veneza, considerada um dos eventos mais importantes no cenário artístico mundial.

A 30a Bienal – A Iminência das Poéticas

Procurando instaurar-se como uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, a exposição pretende ser um evento capaz de produzir constelações de obras e artistas que conversam entre si. De um intenso diálogo entre curadoria e artistas convidados teremos uma bienal composta por um grande número de obras inéditas ou comissionadas especialmente para exposição.” (Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal São Paulo)

A iminência é entendida como aqui que está a ponto de acontecer, como o que está suspenso em vias de efetivação; a poética é entendida como discurso, aquilo que se expressa, que se cala, que se trasforma e que ganha potência comunicativa por meio da linguagem das artes.” (Trecho do folheto explicativo)

 

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A Bienal não é um local para exposição dos “melhores” artistas do mundo, mas um evento onde se concentram nomes de tendência. Na edição deste ano estão reunidas cerca de 3 mil obras, de 111 artistas. A maioria ainda em atividade – metade das obras foram produzidas especialmente para a Bienal – dividindo espaço e permitindo diálogo com outros já falecidos renomados como Allan Kaprow (um dos precursores da Performance) e Artur Bispo do Rosário (paciente de um hospital psiquiátrico que acreditava ser encarregado de uma missão divina).

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Um olhar sobre os processos criativos de artistas de diversas procedências e gerações torna A Iminência das Poéticas um aparato discursivo no qual o que prevalece são os vínculos.”

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Vale lembrar também um novidade que esta edição trouxe: espalhar a mostra em vários pontos da cidade, com participação da Capela do Morumbi, MASP e Instituto Tomie Ohtake, entre outros, além de um tour por São Paulo com saídas diárias do pavilhão em um ônibus da mostra.

Algumas dicas importantes

–       Dica nº 1: a bienal, assim como todo recinto de exposição exige certa apreciação. Portanto disponha de tempo e paciência para percorrer os 3 andares e para poder estabelecer relações com algumas obras.

–       Aliás, dica nº2: vá de sapatos confortáveis.

–       Dica nº 3: Exposição de arte não é parque de diversões! (isto inclui os itens falar alto, sair correndo e colocar a mão nas obras). As obras em que é permitido interagir estão assinaladas ou possuem um guia. Não se esqueça de colocar o celular no modo silencioso também.

–       4. Não é permitido comer, nem beber água no espaço expositivo, portanto faça isso antes ou depois. O pavilhão dispõe de uma cafeteria, com comidinhas para todos os gostos e preços um tanto salgados.

–       5. Fotografia sim! Flash não!

–       6. Possui Wi-fi gratuito em todo o pavilhão

–       7. Para conhecer um pouco mais sobre os artistas participantes, você pode fazer uma pesquisa no próprio site da fundação: http://www.bienal.org.br/30bienal/pt/artistas/Paginas/todosArtistas.aspx

A arte contemporânea tende para a reflexão e para o diálogo obra-espectador.

Não vem como uma mensagem pronta como o cinema ou a publicidade.

É preciso pensar, estabelecer relações, se sensibilizar. Então antes de pensar: “não entendi nada” ou “isto não é arte!” observe, sinta, aprecie e absorva. Não é necessário ser estudante de arte ou conhecedor, mas sim ir com a mente aberta para novas experiências. Só depois de uma observação mais cuidadosa que podemos dizer se gostamos ou não, ou como diria o mestre dadá Marcel Duchamp: “O gosto se recusa ao exame e ao juízo, é um assunto para provadores.”

A Trigésima Bienal de São Paulo – a Iminência das Poéticas fica aberta ao público de 07 de setembro a 09 de dezembro, no Parque do Ibirapuera, Pavilhão da Bienal (Portão 3).

HORÁRIO DE VISITAÇÃO
TER, QUI, SÁB, DOM E FERIADOS
DAS 9 ÀS 19H – ENTRADA ATÉ 18h
QUA E SEX DAS 9 ÀS 22H – ENTRADA ATÉ 21H
FECHADO ÀS SEGUNDAS

A entrada é gratuita

Mais informações, acesse o site:

http://www.bienal.org.br

“Melina Furquim é professora dos cursos Projetos Artísticos e Desenho Básico
na ABRA. É ilustradora e artista plástica.
Pesquisa arte contemporânea e suas formas de registro; fotografia e
processos de criação. Desenvolve um trabalho híbrido misturando linguagens
midiáticas – vídeo e imagem – texto, desenho e objetos tridimensionais.”
blog: http://melina-furquim.blogspot.com.br