Bichos! A arte e a sensibilidade de Suely Castro Mello.

Foi através de um grupo virtual de desenho no facebook que conheci os trabalhos da Suely Castro Mello, algum tempo depois, a própria Suely. Seus desenhos, aquarelas, ilustrações sempre despertavam admiração. O tempo passou, nos conhecemos pessoalmente e um dia decidimos juntar sua arte com o  espaço de exposições da ABRA Pinheiros! Assim nasceu a exposição BICHOS! que agora oferecemos a vocês.

Aqui vai um “teaser”:

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O texto abaixo, de Inês de Castro, tráz uma ideia dos que as imagens apresentam e o que sugerem, melhor que isso só visitando a exposição que fica até 30/11!

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O louva-Deus tem olhos desconfiados.

O elefante é majestoso e a gente suspeita: vai sair do papel.

O porco preguiçoso se vira de costas, não quer conversa.

Os galos, em par, desfilam vaidosos e quem os vê fica procurando diferenças, como num joguinho dos sete erros.

Podia ser uma historinha infantil? Podia, sim.

Mas os bichos também poderiam compor a decoração divertida de um parque temático na Disney ou virar estampa das paredes em um restaurante descolado em Amsterdam. Recorrendo à memória, a gente tem certeza de que os bichos lembram as coleções finíssimas das porcelanas Vista Alegre, a mais renomada e antiga da Península Ibérica.

Adotando técnica mista de aquarela em mosaico com alguns recursos da computação, a artista plástica Suely Castro Mello começou a criar seus bichos a partir da provocação de um grupo de desenho do qual ela faz parte. Lagarto! “Façam lagarto”, propôs o grupo. Houve quem trouxesse pedaços de carne, mas no pensamento brincalhão da avó do Thiago e do Pedro, surgiu o bichinho que se arrasta no meio das pedras em dias de sol. Seu lagarto seria o primeiro bicho da série que abriria as portas para um desfile de outros quadrupedes, pássaros, invertebrados, moluscos e até amedrontantes peçonhentos como o escorpião: “mas não precisa ficar com medo porque, como a gente diz no interior, os galos também servem para comer os escorpiões”, diz a Suely, que vive em São Paulo mas cresceu em Limeira, a terra da laranja que também ajudou a inspirar os bichos.

“Minha idéia inicial era usar os bichos para compor um livro de histórias infantis, desses que só têm desenhos e a gente vai inventando a narrativa para entreter as crianças. Pensei que também poderia estruturar uma dobradura, tipo origami japonês, para brincar com meus netos. Então, comecei a mostrar aos amigos, pedir sugestões e resolvi montar uma exposição, com o livro”.

Formada em desenho industrial, Suely nunca encarou o desenho como profissão: “o desenho ocupa o espaço da espiritualidade na minha vida, é meu lazer, meu passatempo, minha viagem particular, um alimento que eu experimentei em 1983 e nunca mais deixei de saborear”.

Autora de uma série de aquarelas de árvores, outra só de peixes, e uma com movimentos surpreendentes de mãos, agora Suely coloca os dois pés no mundo animal concreto com seus bichinhos e bichões de mosaicos aquarelados. Lesma, borboleta, porco, tatu, peixe, elefante, coruja, caranguejo, tartaruga e o besouro ganharam vida e movimento sobre o nobre papel alemão Hahnemühle.” Inês de Castro

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Luminotécnica aplicada a projetos de Interiores – com Janine Nemeh

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A iluminação definida para cada ambiente pode ser a cereja da bolo  de um projeto de interiores ou ….. uma catástrofe!

Num projeto de interiores ela deve ser definida em função do uso de cada ambiente, visando o conforto para o desempenho das atividades. Com um bom uso das luminárias você poderá ter luz direta, indireta, difusa …. o mercado de iluminação residencial  está repleto de possibilidades, que corretamente aplicadas poderão criar o efeito cênico que colocará o design em valor.

Quer saber como? Curso de Luminotécnica aplicada a Interiores, com Janine Nemeh!

Quer saber mais? Entre em contato conosco:

T: (11) 36240927

email: pinheiros@abra.com.br

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E o final de semana foi todo dedicado à Ilustração – Workshop ministrado por Leandro Lopes!

Leandro Lopes é ilustrador e biólogo, bastante ativo em sua área de atuação. Tem sua base em Floripa (chato né?), mas excursiona pelo Brasil dando cursos intensivos de Ilustração Científica, de tempos em tempos. Já é figurinha assídua aqui na ABRA Pinheiros!

Já tivemos os cursos intensivos de Ilustração Científica – Pontilhismo, Ilustração Científica – Aquarela, Ilustração Botânica – Aquarela (frutas), e neste último foi a vez de um olhar mais atento às flores com o curso Ilustrando Flores em Cores – Aquarela ou Guache. Se você perdeu, não se desespere! Em Fevereiro/2017 teremos mais!

Uma amiga batizou de Spa Art Weekend – ela tem razão. As fotos falam por si!

CORES A importância da utilização correta das cores em um projeto de interiores.

Não fuja do assunto! Para você, Designer, a COR é parte fundamental e não pode ser negligenciada. A COR tem que ser compreendida!mimosa-purple-3

A cor tem uma importância muito maior do que se imagina em um projeto. Ela não comunica nada sozinha, mas “reforça” ou “destrói” qualquer tipo de comunicação. As cores podem unificar ou distinguir, chamar a atenção, estruturar, codificar, indicar, disfarçar, evidenciar, simbolizar, estilizar.  Provocam efeito físico, efeito fisiológico, efeito sinestésico, efeito psicológico.

Muitas pessoas acreditam que escolher a cor certa para compor um determinado ambiente é simples e acabam definindo a “cor mais bonita” através da intuição. Mas escolher as cores não é uma tarefa simples, e deve ser feita de maneira racional.

Luz, textura, contraste, ruído, gostos…, tudo isso provoca estímulos no nosso corpo, que são percebidos pelos cinco sentidos (audição, visão, olfato, paladar e tato).  Depois que os estímulos são convertidos em sensações, ocorre a percepção, onde tudo será convertido em objetos, espaços, significados…

Para desmistificar tudo isso e trazer o assunto de forma didática e aplicável ao Design de Interiores, a arquiteta Fernanda Moceri, estudiosa das cores, montou o Workshop  CORES PARA DESIGNERS DE INTERIORES, que a ABRA Pinheiros traz para você.

Fernanda Moceri
Graduada em Arquitetura e Urbanismo desde 2006 dedicou toda sua formação ao estudo das Cores. Trabalhou em 2008 em Chicago no escritório UrbanWorks onde desenvolveu projetos cromáticos. Em 2010 foi certificada pela London Collegue of Arts em “Colour Psychologist”. Participou do Congresso Mundial de Cores – AIC Colour Congress – realizado em 2013 em Newcastle, Inglaterra. Ministra aulas de cores em algumas escolas como no SENAC-SP, na Associação Escola da Cidade, na Ycon – Centro de Estudos Avançados, na Escola de Artes e Design – ABRA e palestras nas ETECs. Desde 2009 trabalha no AtelierVermelho desenvolvendo consultorias e projetos cromáticos e atualmente está finalizando seu mestrado na FAU USP com o projeto de pesquisa “Percepções cromáticas: as cores para os arquitetos”. É associada a Pro Cor do Brasil”.

Quer saber mais?  Entre em contato com a ABRA – Unidade Pinheiros:

T. 36240927 – email: pinheiros@abra.com.br

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Muito além da tinta!

 

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De Matisse a Beatriz Milhazes, de Klint a Vick Muniz, Jasper Johns a… todo mundo! Colagem e Texturas são experiências expressivas tão valiosas quanto a própria tinta!

Nada mais instigantes que abordar um material cujo resultado não será óbvio. Foi pensando nisso que propusemos para Janeiro/2016, dentro da programação de férias,  a Oficina de Texturas e Colagem Criativa – com Melina Furquim!

Ao longo dos cursos de pintura o aluno experimenta as tintas acrílicas, óleo, aquarela, define e aprimora seu estilo. Nesta oficina, nosso objetivo é provocá-lo a seguir novas experiências que vão muito além da tinta: sal, areia, pigmentos, carvão, massa acrílica, tecidos, botões, papéis – os mais variados, linhas, tramas e o que mais interessar serão os personagens que darão cor e forma às suas criações.

Só para provocar o bichinho criador que existe dentro de você, veja que os mais renomados artistas já se deixaram conquistar por esses materiais, digamos, alternativos!

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“Klint e eu” de Beatriz Milhazes, onde a nossa querida dama barroca da arte contemporânea homenageia o grande mestre da colagem; Gustav Klint!

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O Beijo – Gustav Klint – seguramente uma de suas obras mais conhecidas! O barroco austríaco.

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Do barroco para as formas puras de Matisse com sua colagem de papel pintado com gouache.

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Racing Thoughts, de Jasper Johns.

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Robert Rauschemberg – retratando seu próprio tempo.

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A colagem aplicada a um editorial de moda.

A releitura de Vick Muniz sobre a obra “summer in the city” de Edward Hopper!

E, por fim, a reinterpretação da obra de K. Ruseckas “The Reaper Girl”,  por Agne Kisonaite, que ganhou o nome de “Modern Lithuanian”. Veja as etapas do trabalho:

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E aí? Gostou? Então venha experimentar conosco!

De 26 a 29/01 – das 14h às 17h – inscrições e mais informações pelo email pinheiros@abra.com.br ou pelo tel. 36240927

 

Naila Broisler – Prata da Casa!!!

Dedicada, antenada, organizada, objetiva, instigante….. e decidida! Essa são as características de Naila Broisler, nossa aluna querida cujo desenvolvimento pudemos acompanhar de perto, ao longo de 2 anos aqui na ABRA Pinheiros . Vimos nascer o Visite Nossa Casa, apreciamos a sua dedicação e o desenvolvimento dos trabalhos que foram chegando, todos desafiadores, mas ela arremetia aquele narizinho arrebitado e seguia em frente.

Foi puro deleite ler sua coluna no Superela falando sobre o consumismo e qualidade de vida. Reproduzimos abaixo, mas passa lá no Superela para ver que tem muita coisa legal! By the way Naila, eu também gosto de suvenirs!!!

POR QUE CONSUMIMOS TANTO (E O QUE ISSO TEM A VER COM DECORAÇÃO) ?

“Aquele momento em que penso: para tudo. Por que a gente consome tanto? Como isso nos afeta? E o que isso tem a ver com decoração e organização?

São perguntas como essas que norteiam o meu trabalho e me fizeram escrever esse texto, sendo uma forma de me apresentar como a nova colunista do Superela.

Você deve estar se perguntando: ok, mas aonde eu entro nessa história toda? Ou, o que eu tenho a ver com isso? Aí eu te respondo: você tem tudo a ver com isso. Eu também. Todas nós temos. Mas fica tranquila, que eu vou explicar.

Pegue uma xícara de café e vem cá.

Imagino que você, assim como eu, adora uma revistinha de decoração. Olha por horas a fio, babando em um monte de casa linda que faz encher nossos olhos de desejos. O closet dos sonhos, o móvel dos sonhos, a cozinha dos sonhos, a piscina dos sonhos (e se tiver ofurô, melhor ainda). Ou seja, tudo “dos sonhos”.

Agora corta. Voltemos à realidade.

Calma, eu não estou querendo criticar ou dizer que você não mora na sua casa dos sonhos. E que sua casa não é linda. Inclusive, você pode ter tudo isso e muito mais, se quiser. O ponto em que eu quero chegar não é esse.

O ponto é que precisamos valorizar tudo o que já temos em nossos lares, e ter uma relação mais carinhosa com nossas coisas e com o que somos. Reconhecer o quão legal é nossa casa, pode traduzir a nossa história; tudo o que ela nos representa, incluindo os móveis antigos da nossa família e aqueles souvenirs trazidos de viagem (sim, eu gosto de souvenirs, mesmo indo contra ao que muitos blogs de decoração dizem por aí!)

Projeto Visite Nossa Casa

É importante a gente prestar mais atenção em como tudo é vendido hoje, não só os produtos, mas também as receitas da “casa perfeita, vida feliz”. A publicidade e diversos meios de comunicação não estão, em uma maioria, preocupados em te fazer refletir o porquê você precisa consumir isso ou aquilo. Eles querem mais é vender e ponto.

Com certeza você já deve ter comprado algo, assim como eu, e depois se perguntou: mas por que eu comprei mesmo? Isso vale também para roupas, acessórios pessoais, de cozinha, eletros e por aí… E, nesse quesito, é ainda mais importante ficarmos atentas aos bombardeios da publicidade, porque são produtos como esses que tem maior apelo de venda na televisão e nos shoppings.

E é nesse momento que a organização ou a desorganização pode vir a calhar. Pois acabamos correndo o risco de encher nossa casa e nossos armários de tantas coisas, que depois não sabemos mais como organizar para visualizar tudo o que temos. O que pode gerar, portanto, o esquecimento do que já está ali, do que já compramos e assim passamos a não usá-los. E também, você pode querer comprar mais coisas por achar que está precisando de algo que, na verdade, você já tem . Mas não só isso. Passamos a não ter mais espaço para tantos itens; o que faz gerar uma outra necessidade: a de ter um guarda-roupa ou uma cozinha ainda maior, com mais armários e mais espaço, para mais e mais produtos.

Corremos, assim, um outro risco, e ainda pior: de achar que precisamos mudar de casa ou apartamento porque esse lugar que moramos hoje não é mais suficiente para comportar todas as nossas coisas. E isso é muito grave, na minha opinião, pois passamos a condicionar nossas escolhas pelo o que temos e não pelo o que somos e queremos de verdade.

E aí eu te pergunto? Será mesmo necessário um closet de revista, aquela cozinha ou aquela casa que tem mais espaço para coisas do que para pessoas? O que, de fato, representa quem você é, o seu morar, a sua essência?

Fica aqui o convite para a gente repensar nossas prioridades e a forma como consumimos hoje. Que a revista de decoração seja sempre uma fonte de inspiração para nos ajudar a deixar a nossa casa com a nossa cara. E não ao contrário.

Ah, e para terminar, indico o vídeo abaixo para a gente refletir um pouquinho mais. Vale a pena investir mais 10 minutos do seu tempo, se você chegou até aqui e ainda não assistiu.

The Rise of Lowsumerism

Muito sucesso para você Naila!